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As gravatas de Svetlana Morbini

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Mário Queiroz elogiou seu trabalho, premiando a ousadia da estilista, que recriou um clássico da alfaiataria italiana. As gravatas da estilista catarinense têm chamado a atenção por serem diferentes, sem perder a característica que lhes confere estilo e status.

O que há de diferente em uma gravata de sete dobras? O modelo, clássico da alfaiataria italiana, é um ícone de elegância da moda masculina. Feito com apenas um pedaço de tecido, dobrado sete vezes até chegar ao formato de uma gravata, ele, agora, ganha uma releitura bem brasileira, sob o olhar atento da estilista Svetlana Morbini. Ela valeu-se de uma ideia secular, criou uma modelagem autoral contemporânea, deixou a seda de lado, investiu no algodão em jacquards coloridos, e…  ulalá, está fazendo aquele sucesso!

Arlindo Grund, um dos maiores digital influencers do Brasil, conheceu e logo incorporou a peça ao seu figurino. Arlindo tem um blog e também apresenta um programa de moda, além de alimentar com avidez suas redes sociais. “Impressionante como uma foto dele com a minha gravata gerou comentários”, surpreende-se a criadora do produto, que também atraiu a atenção do estilista e consultor Mário Queiroz.

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Com currículo notável dentro da produção nacional da moda masculina, e ainda doutor no assunto – lecionando em escolas de Moda país afora -, Queiroz participou, como convidado, da 1ª Design Business Fair – que aconteceu em Florianópolis entre 3 e 07 de maio. “Ele ficou encantado com o que viu. Elogiou, observou o trabalho, o acabamento artesanal…  Fiquei emocionada”, confessa Svetlana.

Sua gravata é, realmente, diferente. Confortável, não leva forro, nem entretela. O próprio tecido dobrado garante a estrutura necessária para adequar-se aos nós e acomodar-se sobre o corpo, com um caimento perfeito. A opção por tecido de algodão veio do olhar atento de Svetlana sobre o país. “O Brasil possui uma característica própria, de alegria, descontração, além de ser um lugar onde a maior parte do seu território vive sob o sol o ano inteiro”, analisa a estilista. Russa, nascida na Sibéria, Svetlana mudou-se para Florianópolis (SC) movida por um grande amor. Aqui casou-se, cursou faculdade de Moda em uma das escolas da cidade, e dirigiu seu trabalho de conclusão ao segmento masculino.

“Apesar de viverem nesse país com características tão tropicais, os homens ainda não se libertaram de algumas amarras clássicas. Usam sempre as mesmas coisas. São poucos o que se arriscam num figurino um mais ousado”, analisa a designer de moda. E ela explica sua escolha. “Elegi a gravata por ser o símbolo mais contundente do guarda-roupa masculino. Não que seja exclusivo. Mulher também usa. Mas é próprio deles. Só que os homens precisam saber que podem aproveitar muito mais as possibilidades que a gravata lhes permite”, provoca a designer.

No início deste ano ela criou a sua primeira coleção. A inspiração veio dos contrastes que observou em Dubai, quando esteve nos Emirados Árabes. Sua pesquisa fez com que ela se voltasse para cores intensas, contrastantes, mas aplicadas de uma forma sutil e instigante. “O resultado é uma coleção alegre, como os brasileiros deveriam ser. As peças casam-se perfeitamente com composições mais sóbrias, clássicas, mas se permitem dialogar com diversos estilos. Inclusive, adaptando-se a produções femininas”, diz Svetlana.

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