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Cinema capixaba homenageia Margareth Galvão

A atriz está será reconhecida por sua trajetória, durante a 24ª edição do Festival de Cinema de Vitória.

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Realizado pela Galpão Produções e pelo Instituto Brasil de Cultura e Arte (IBCA), a 24ª edição do Festival de Cinema de Vitória, que abre hoje e vai até o dia 17 de setembro, no Teatro Carlos Gomes e na Universidade Federal do Espírito Santo, apresentará 11 mostras, além de oficinas, palestras, sessões especiais e homenagens, como a que contemplará a atriz Margareth Galvão.

O evento conta com o patrocínio do Ministério da Cultura, por meio da Lei de Incentivo à Cultura, da Petrobras, da Cesan e da Rede Gazeta, e tem o apoio institucional da Secretaria de Estado da Cultura do Espírito Santo, do Canal Brasil e da Prefeitura de Vitória.

“Para ser atriz,aqui no Estado, é preciso vocação, disciplina e persistência”,diz Margareth Galvão
 Quem é Margareth Galvão

Dona de uma voz inconfundível, a homenageada capixaba do 24º Festival de Cinema de Vitória, completa quatro décadas de devoção à arte.  Entre palcos e sets de filmagem, Margareth Galvão coleciona mais de 45 trabalhos como atriz, diretora e dramaturga. Por 16 anos, ela também se dedicou a transmitir às novas gerações todo seu conhecimento, como professora de teatro na Escola Técnica de Teatro, Dança e Música (Fafi).

Natural de São Caetano do Sul, a artista paulista morou em várias cidades até escolher Vitória como sua casa, em 1987, onde desenhou sua história. “Acredito em talento e em vocação. Para ser atriz aqui no Estado, é preciso vocação, o que significa ser disciplinada e persistente”, diz a homenageada, que cursou teatro na Fundação das Artes de São Caetano do Sul, e Artes Visuais pela Universidade Federal do Espírito Santo.

“O rosto da Margareth Galvão é muito representativo para o cinema capixaba. Ela transita facilmente por diferentes gerações de diretores, além de ser uma atriz que admiro muito. Na retomada da produção de longa-metragem do Estado nos últimos cinco anos, a presença dela nos filmes é muito importante”, comenta a diretora do Festival de Cinema de Vitória, Lucia Caus.

Sob a direção de Jonas Bloch, Margareth estreou no teatro com a peça “Inspetor Geral”, de Nicolau Gogol, em 1973. Hoje, ela carrega no currículo cerca de 20 peças, entre dramas, comédias, musicais e infantis. Em 1995, recebeu o Prêmio Sated/1995 de Melhor Atriz pela sua atuação nos espetáculos “Bella Ciao”, obra de Luis Alberto Abreu, com direção de Renato Saudino, e “Ainda Bem que aqui deu certo”, uma montagem com texto da própria Margareth escrito em parceria com o ator e diretor Erlon José Paschoal, pai de seu filho Daniel e com quem foi casada por 25 anos. Seu último trabalho no teatro foi em 2013 com a montagem “Pessoas e Eu”, em que faz uso de textos próprios e do poeta Fernando Pessoa.

Nas telonas, o primeiro trabalho foi no longa-metragem “Lamarca” (1993), do carioca Sérgio Rezende, um dos grandes entusiastas da carreira cinematográfica da atriz, seguido por “O Amor Está no Ar” (1995), de Amylton de Almeida – trabalho que Margareth considera como sua minha primeira experiência no cinema. “O Amylton bateu o pé com o produtor de que ele podia colocar qualquer personagem feito por ator da Globo, mas aquele personagem era meu”, recorda.

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A carreira da atriz inclui mais de 20 filmes, com destaque para parcerias com diretores capixabas

Premiação

 De lá para cá, Margareth trabalhou no elenco de mais de 20 filmes, entre curtas e longas. A parceria com diretores capixabas é profícua. Em seu currículo, estão as atuações no curta “Flora” (1995) e no longa “A Morte da Mulata” (2000), ambos de Marcel Cordeiro, e nos curtas “Mundo Cão” (2001) e “A Fuga” (2005), de Saskia Sá. Sob a direção de Gustavo Moraes, fez parte do elenco de “Baseado em Estórias Reais” (2002) e “Até Quando?” (2006).

Com Rodrigo Aragão atuou nos filmes “A Noite do Chupacabras” (2011), “Mar Negro” (2013) e no ainda inédito “Mata Negra” (2017). A aproximação com o cinema de horror lhe rendeu, em 2014, a participação no episódio “Loira do Banheiro”, dirigido por Petter Beistorff e Joel Caetano, no longa “Fábulas Negras”, que reúne importantes realizadores de filmes de terror brasileiros. Por essa atuação, Margareth recebeu o prêmio de Melhor Atriz no MAC Horror Fest na Amazônia 2015.

Em 2013, integrou o elenco de “Teobaldo Morto, Romeu Exilado”, longa de Rodrigo de Oliveira exibido no 22º Festival de Cinema de Vitória. Suas últimas participações no cinema foram nos curtas “Mesa no Deserto” (2014), de Diego Scarparo, e “Território do Desprazer”, documentário com cenas ficcionais dirigido por de Maíra Tristão e Mirela Marin e que foi recentemente lançado.

Em 2015, Margareth foi condecorada com a Comenda Maurício de Oliveira da Prefeitura Municipal de Vitória e foi a atriz homenageada no Fecin – Festival de Cinema de Muqui em 2016. Agora, está se preparando para um curta que será rodado em setembro e, nas horas vagas, se dedica aos estudos de guarani.

A homenageada, que está prestes a completar 64 anos, no dia 20 de setembro, aposta na vitalidade e disposição para se transformar o tempo inteiro. “Se a vida muda, a nossa cabeça tem que mudar. Eu gosto desse exercício. Por isso me dou muito bem com diferentes gerações. Fiz faculdade com 51 anos e estou sempre ativa. Estou me sentindo muito lisonjeada por ser lembrada por um festival que acompanho há tantos anos. É um dos maiores incentivos para a produção audiovisual”, diz a atriz.

 Mais sobre o festival

Confirmando a tendência dos últimos anos, o 24º Festival de Cinema de Vitória (FCV) bateu recorde de inscrições. Neste ano, foram inscritas 1.048 obras, 342 a mais do que na edição anterior. Esse número representa um impressionante aumento de 48% no número de filmes, em relação a 2016, que participam da seleção para a programação oficial do festival, que será realizado entre os dias 11 e 17 de setembro, com entrada gratuita.

Realizadores de todas as regiões do país inscreveram suas obras, somando 23 Estados e o Distrito Federal. A maior participação é da Região Sudeste, com mais de 600 obras inscritas. As inscrições de produções capixabas dobraram do ano passado para cá, registrando 96 filmes em 2017. Entre os gêneros, o destaque é mesmo a ficção, que representa quase a metade dos filmes, com 45% dos inscritos, seguida por documentário (28%).

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