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ES mobilizado no combate à violência contra mulher

O Governo do Estado está realizando um movimento de combate à violência contra a mulher.

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Nas últimas semanas, os jornais, as tevês  e as redes sociais não falam de outra coisa: violência contra a mulher. Em resposta à indignação geral, em respeito às vítimas e ao sofrimento de suas famílias, nesta terça-feira (10), às 10 horas, no Salão São Tiago do Palácio Anchieta, o Governo do Estado do Espírito Santo vai lançar o “Movimento de combate à violência contra a mulher”. Anexado ao convite eletrônico espalhado pelas redes sociais, o apelo: “Somente com o envolvimento de todos poderemos mudar essa realidade”.

“O evento é uma mobilização liderada pelo Governo do Estado. Cada um pode fazer a sua parte no combate à violência contra as mulheres. Não dá para ficar indiferente a essa realidade. Mas cada um pode fazer a diferença em casa, na educação dos filhos, no dia a dia…”, diz a secretária de Estado da Comunicação, Andreia Lopes.

Caso Milena foi o estopim

A violência contra a mulher, o feminícídio e outros abusos estão na ordem do dia. E o Espírito Santo desponta nas pesquisas em números de ocorrências:  somente de janeiro a agosto deste ano foram registrados 84 casos de mulheres vítimas de assassinato.

 Milena Gottardi: com ela, já são 85 vitimas somente neste ano

A morte da médica Milena Gottardi, assassinada –  segundo a Polícia – a mando do marido, Hilário Frasson, elevou para 85 vítimas, somente neste ano. E, em meio às discussões e análises oficiais sobre as causas desta violência, denuncia-se o patriarcalismo e a impunidade, enfatizando-se a aplicação da Lei Maria da Penha, junto a necessidade de novas leis de proteção à mulher em seus ambientes, sejam eles domésticos, de trabalho ou escolares.

A maioria das vítimas não denuncia, não comenta com a família,nem como amigos ou colegas de trabalho. Em  muitos casos, elas negam que estejam sendo alvo de violência doméstica. E, mesmo nas ocasiões em que a mulher denuncia, não é raro que retire a queixa, seja por questões econômicas – depende do agressor para sobreviver-  seja por apelo da própria família.

Hype quis saber o que pensam as mulheres sobre o tema, e lançou a pergunta:

 O que você faria se seu parceiro a agredisse?
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Luciana Almeida, consultora de Comportamento e coach de Transformação Pessoal –“Esta é uma realidade muito distante de mim. Nunca vivenciei relações agressivas. Mas eu penso que a minha reação seria me afastar e romper o relacionamento. Observamos que este tipo de comportamento é repetitivo. E eu não gostaria de dar chance para que uma segunda vez ocorresse”.

Luciana Almeida: sem chance de uma segunda vez

Débora Hermely, jornalista – Denunciaria, ao primeiro sinal de abuso. Na primeira ameaça, além de colocá-lo para fora da minha vida, avisaria à polícia. Filhos e família jamais me segurariam a uma pessoa que não me quer bem. Amar é querer a felicidade do outro, algo simples e leve. Passou disso, ou é crime ou é loucura mesmo”.

Débora: na primeira ameaça, avisaria à Polícia

 Lilian Gama, professora de Inglês -“ Sem qualquer sombra de dúvidas, iria à delegacia dar queixa. Agressão física é inegociável.  Se chegasse a essa situação, acredito que o vínculo emocional e afetivo já teria sido destruído”.

Aurora Vargas, – “Procuraria a delegacia de mulheres e denunciaria, sim! Acho que muitas deixam de denunciar por medo. Aliás, por que as mulheres têm tanto medo dos homens, por que se calam? Acho que muitas delas, inclusive das classes A e B, vítimas de violência psicológica, desrespeito e empurrões dentro de casa, suportam caladas porque não querem viver sem ou com menos dinheiro, não querem ver a família separada, não querem ficar sozinhas”…

Maria de Jesus Damasceno, servente. “Tenho medo de denunciar. Estou casada há 15 anos. No início, ele só gritava. Mas aí vieram os filhos (três, hoje adolescentes) e ele começou a beber. Quando está bêbado, me empurra, xinga e diz que vai me matar. Na semana passada, me deu um soco. Dependo do dinheiro dele… Tenho medo que me mate, se descobrir que procurei a Polícia. Os meus filhos vão viver de quê”?

Francineide de Jesus, diarista. “Há um ano, depois que meu marido me bateu pela terceira vez, denunciei. Mas, mesmo com medida protetiva, não sinto segurança. E se ele resolver me matar? O que a Polícia vai fazer quando eu estiver morta, igual àquela médica (Milena Gottardi)?  Prender ele? Mas aí, já era”!

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