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Margarette Mattos expõe obras no Bendito Bistrô

Margarette Mattos vai expor, na mostra Pequenos Formatos, algumas de suas obras recentes, em papel aquarela.

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Margarette Mattos utilizará, na mostra Pequenos Formatos, a mesma técnica e os mesmos materiais que usa em telas maiores. O evento será aberto dia 19 de dezembro, no Bendito Bistrô, na Praia do Canto. E será pretexto para um resgate. “Quero rever amigos e colecionadores que não encontro há algum tempo”, diz a artista.

Margarette Mattos se revela, em suas telas, por meio da arte expressionista abstrata. Em suas obras, explora cores e texturas. Usa uma técnica mista, na qual mistura minério de ferro a tintas e pigmentos. O trabalho, que teve início em Vitória, continua sendo desenvolvido em Cambridge, onde a artista vive há mais de uma década. Cambridge é famosa por sediar algumas das principais universidades dos Estados Unidos, como Harvard University e o MIT-Massachusetts Institute of Technology

“Com a proximidade do Natal, estou solicitando às pessoas que forem conferir a exposição no Bendito Bistrô, no próximo dia 19, que levem doações. Pode ser alimentos não perecíveis, itens de higiene pessoal, fraldas descartáveis para adultos etc. Tudo será entregue a uma instituição de acolhimento a pessoas de terceira idade”, enfatiza Margarette.

A seguir, confira meu bate papo com Margarette Mattos

Você já realizou  esse tipo de encontro antes?
Sim, e, por coincidência,  minha primeira individual, Escrituras Cifradas,  aconteceu, em Vitória. Foi no restaurante Oficina da Massa, comandado por Mônica Pimentel, atual proprietária do Bendito Bistrô. Depois, realizei, com o Rui Hees Machado, alguns eventos similares no Armazém da Massa.

 Parece que você gosta de expor em ambientes diferentes…
Verdade! Não gosto de expor só em galerias. Espaços alternativos são maravilhosos.
Em Boston e New York, é super normal usar bares e restaurantes para esse tipo de exposição.

O que a traz de volta à cidade, e ao pais?

Apesar de estar vivendo fora há alguns anos, ainda tenho raízes familiares, além  de amigos, no Brasil. E, o mais importante, uma ligação quase uterina com meu país, principalmente com Vitória, minha paixão. Essa exposição, em especial, será super importante para mim. Quero mostrar para todos minha fase atual, cheia de cores e de muita poesia.

Como é viver de arte fora do Brasil?

Essa é uma pergunta que sempre me fazem… E, sempre respondo: quando amamos o que fazemos, as coisas fluem naturalmente. Não tenho do que reclamar.

“Viver de arte não é só fazer quadros para vender”

 

Como se dá essa relação lá fora?

Aqui, existem muitos projetos financiados pelas prefeituras, pelos governos estaduais e federal. Isso é motivador e incentivador para as criações artísticas, em geral. Participei, por exemplo, de um projeto na Prefeitura de Cambridge, MA. Dentre dezenas de artistas, fiquei entre os nove selecionados, de reconhecido talento.

 Qual é a proposta deste projeto?
Cada artista criou 50 peças de arte. A proposta é incentivar as pessoas a iniciarem uma coleção obras de arte, com preço mais acessível. Esses trabalhos estão sendo vendidos em pacotes de três, seis ou nove obras diferentes, em alguns museus em Boston e Cambridge. Existem também várias associações de artistas que promovem, sempre, grandes salões de arte e exposições.

Quando olha para trás, o que acha que mudou naquela Margarete, 12 anos depois de ter saído do país?
É claro que estamos mudando o tempo todo. Temos que estar abertos a mudanças. Morar fora só nos faz crescer. Aprendi que viver de arte não é só fazer quadros para vender. É preciso usar seu talento e seu potencial em outros campos.

Você tem alguma atividade paralela?

No meu caso, dou aulas de arte para pessoas da terceira idade, como voluntária. Este é um trabalho muito valorizado aqui. Ele traz mais satisfação a mim do que aos meus alunos, acredite!

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Quem de seus filhos herdou o seu talento?

Cada um tem um talento específico. Meu filho mais velho, Handerson, desenha, como hobby, desde pequeno. O segundo, Vitor, é um músico maravilhoso, formado, com honras, aqui em Boston. É especialista em música javanesa, e faz parte do grupo ‘Javanese Gamelan Ensemble’, da Tufts University. O mais novo, Lucas é um dedicado professor, e ótimo baterista. Ser professor, creio, também, é uma forma de arte.

Como você vê o que está acontecendo, hoje, no Brasil?
Acompanhando de longe, vejo com esperança e apreensão o momento pelo qual o Brasil está passando. Esperança, por ver que algumas coisas estão sendo investigadas e algumas pessoas punidas. Apreensão ao ver que, por outro lado, existem forças poderosas tentando manter o status quo , que é a impunidade.

O que você pensa de Donald Trump?
Olha, não votei nele. Acho que, onde tem preconceito, não se pode pensar nem em conversar. O mundo precisa de muita energia positiva. Algumas mudanças dependem de nós, não só dos governantes.

Saiba mais sobre Margarette Mattos e sua obra

Artista brasileira de estilo expressionista abstrato, Margarete Mattos explora cores e texturas por meio de uma técnica mista, onde mistura minério de ferro a tintas e pigmentos. Suas principais referências são Antonio Aristides e Carlos Fajardo.

Apesar de ter estudado Design de Moda na Faesa, sua paixão sempre foi artes plásticas. “Frequentei, como ouvinte, várias classes de arte na Ufes, com excelentes professores.  Mas considero como minha principal formação artística os festivais de verão em Nova Almeida, onde tive contato, aulas e palestras com alguns dos principais artistas e professores do ES e de vários lugares do Brasil”, revela Margarette.

A fascinação pelas cores e texturas do minério de ferro bruto extraído das áreas da cidade de Itabira, Minas Gerais e da Serra dos Carajás, Pará, são a inspiração para o   trabalho da artista. “Ao combinar o minério com tinta acrílica, produzo, sobre a tela, imagens abstratas e básicas, tais como círculos e retângulos”, diz ela.

Em suas pinturas, Margarette Mattos também utiliza pigmentos de óxido de ferro,  combinados com vernizes, ceras, terras, ouro, cobre, resinas acrílicas e vinílicas. A sobreposição e a  oposição destes materiais sobre a superfície da tela criam texturas e tons brilhantes, destacando sua opacidade e aveludado. O resultado são formas abstratas e básicas, tais como círculos e retângulos.

Serviço

Exposição: Pequenos Formatos”, por Margarette Mattos

Onde: Bendito Bistrô

Quando: 19 de dezembro

Endereço: Rua Joaquim Lírio, 08, Praia do Canto, Vitória/ES

Tel.: (27) 3024-0022

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