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Medo de dizer “não” pode ser autodestrutivo

Medo de usar “não” é armadilha

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Medo é uma das especialidades da hipnoterapeuta clínica Mariana Vieira. Com certificações internacionais pela ABH – The American Board of Hypnotherapy e Instituto Milton H. Erickson (USA), ela diz que o temor de dizer “não” pode fazer germinar “perigosas e silenciosas sementes”. Entre elas estão a amargura, a raiva, a aflição e a tristeza.

“Ano após ano trabalhando como hipnoterapeuta clínica, percebo com preocupação a crescente dificuldade que as pessoas têm de dizer não”.  Em alguns momentos da vida, diz a psicoterapeuta, acaba-se fazendo o que não queria por medo de desagradar.

Para muita gente, o “não” soa como ofensa.

Segundo a especialista, “na contrapartida, quase nunca fazemos algo por nós”. Por isso mesmo, Mariana defende atitudes mais assertivas e autoconfiantes. Ela propõe um questionamento: “Se eu disser não, se eu não fizer o que me pediram, o que de pior pode acontecer? ” E conclui: “Talvez você ria com a resposta que virá”.

A verdade é que dizer “sim” quando se quer dizer “não”, por medo, é uma roubada. Deixar de emitir uma opinião para não gerar discussões, ou manifestar sua opinião de maneira inadequada revelam ausência de assertividade. O equilíbrio está entre a passividade e a agressividade.

 

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Dizer não também é impor limites. E pais atentos sabem como negar na hora certa

E aí chegamos a um outro aspecto da questão: limite. É muito frequente encontrarmos pessoas com dificuldades – ou medo –  em colocar limites, seja no campo das decisões pessoais, seja na relação com o outro. Uma situação que bem ilustra isso é o slogan da campanha contra a violência que atinge as mulheres: “Não é não!”

Exercite o não, sem medo

Mas tomemos como exemplo uma criança. Dizer não a ela, sempre que necessário, vai ajudá-la a tornar-se um adulto saudável e responsável. Afinal, uma criança sem limites terá severas dificuldades de relacionamento e comportamento. E isso vale para adultos também.

Claro, dizer “sim” soa mais legal, é coisa de quem é querida, gente boa… Será mesmo? Quando se diz “sim” demais, desperdiça-se energia, tempo, atenção, dinheiro e trabalho.  Portanto, não tenha medo: para economizar no “sim” autodestrutivo, há o “não” gentil, consciente e imbuído de amor próprio.

Exercite o“não” sem medo. Ele costuma vir com tranquilidade e confiança, depois de algum tempo de prática. Dizer ou receber um “não” pode ser difícil e sofrido, mas é necessário, acredite!

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