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Natal sem acessibilidade é Natal?

Natal passou a ser uma forte promoção mercadológica.

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Mas não ter enfeites nas ruas e nem aquela árvore linda e grande na praça… Ah, isso me deixou muito decepcionada!

Quando criança, encarava dezembro como um tempo mágico, uma terra encantada feita de alegria, sonhos e comidas gostosas. Ainda hoje sou fascinada por Papai Noel e os enfeites brilhantes do Natal.

Mas é indiscutível que, nos últimos tempos, o Natal passou a ser uma forte promoção mercadológica. A compra de qualquer presente é uma exigência de demonstração afetiva.Se fugir do modelo, você pode sofrer sanções morais e afetivas. É…, não é nada fácil escapar dos tais protocolos natalinos.

Super leve – Depois de adulta, confesso que já fingi gostar do Natal para me sentir inserida. Mas já faz alguns anos que me libertei de diversas coisas. Inclusive, de fingir deslumbramento com a data.

Por outro lado – Também entendi o principal motivo dos enfeites. As luzes de Natal sempre ocuparam um lugar especial naquela criança (que era eu). Trata-se da festa mais acessível que conheço. Sim, acessível, porque a data oferece muitas alternativas. E elas= abraçam todas as necessidades e preferências.

O Natal permite o acesso e a interação (mesmo que nos esbarrões de supermercados e lojas cheios), independentemente das nossas características ou impedimentos. As possibilidades são tantas, e tão ajustáveis, que ninguém precisa ficar de fora. Natal e acessibilidade têm tudo a ver.

Afinal seria de uma enorme falta de bom senso se, em sua magnitude, o Natal de Cristo fosse inacessível. Cristo, a criatura mais inclusiva que conheço.

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Na contramão daqueles que consideram o dia 25 de dezembro um dia frenético de festa, comes e bebes, fujo das festividades. Sem presentes, peru, jingle bells, longe das intermináveis filas dos supermercados. Mas mantendo o verdadeiro espírito natalino: o da magia e sonhos.

A minha carta de Natal ao Papai Noel

Querido Papai Noel, sei que deve estar muito ocupado. Principalmente para os pedidos daqueles que, como eu, deixaram para última hora. Então, vou direto ao assunto.

Gostaria que, neste Natal, você trouxesse, em seu saco vermelho, soluções (que nem precisam ser de especialistas) para uma sociedade com mais acessibilidade.

1 – Para quem projeta ou desenvolve edificações, transportes, ambientes, sistemas, sites, interfaces, produtos ou serviços. Informar sobre padrões, diretrizes e normas de acessibilidade. Isso irá garantir sua utilização pelo maior número possível de pessoas.

2- Que os presentes ou brinquedos possam estimular diferentes sentidos e movimentos das crianças com deficiência.

3- Que os brinquedos tragam imagens e gráficos que contenham informação, possibilitando, assim, seu acesso por pessoas que não podem vê-los.

4- E, também, que possibilitem diálogos e outros sons significativos contidos em vídeos, facilitando o acesso por pessoas que não podem ouvi-los.

5- Que as empresas contratem mais profissionais com deficiência, ao invés de ficarem negociando a Lei de Cotas

6- Que as crianças com necessidades educacionais especiais tenham acesso à escola regular, sem precisar passar por constrangimentos.

7 – Que as calçadas sejam acessíveis e seguras sem que os cadeirantes precisem circular pelas ciclovias.

8 – Que as rampas públicas tenham usabilidade, e sigam as normas técnicas da ABNT.  Que elas sejam seguras, para que não capotemos a cada valeta ou ressalto.

9 – Por último, não permita que os prefeitos e sua equipe liberem alvarás sem acessibilidade.

Você não acha que o espírito natalino só será plenamente contemplado se conseguirmos pensar e praticar isso todos os dias? A atenção ao outro, a fraternidade e a acessibilidade devem estar presentes durante todo o ano, não é mesmo?

Obrigada, e Feliz Natal acessível a todos!

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