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Escola, na volta às aulas: o sinal já bateu!

Nesta semana a meninada viverá uma experiência que acontece incontáveis vezes em suas vidas, mas que, em cada uma delas novos sentimentos e expectativas aparecem: A volta às aulas!

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Escola…Quando penso nessa experiência de volta à escola, e nas crianças, fico imaginando que cada uma delas é uma irmã, um irmão ou um amigo que tem suas histórias e preferências – uma comida, uma música ou um jogo. Essa filha ou filho que tem sonhos e o desejo de realizá-los.

São muitas emoções – Inevitavelmente, todas as crianças ficam ansiosas para o primeiro dia e, ao mesmo tempo, chateadas por não mais alimentar a preguiça e poder se divertir a qualquer hora. Bate aquele frio na barriga para conhecer a turma ou rever os amigos mais antigos, e, se a escola for nova, aí fica impossível conter tamanha agitação. Ser aceito é o mais tumultuado dos sentimentos. Não é tarefa fácil para os pais, também. Mas os pais precisam entender que essas emoções intensas não precisam ser difíceis ou desagradáveis. É um momento de mudanças para os pequenos! As portas se abrem para eles, e devemos tratar esse momento com respeito.

Na volta à escola, como fica a criança com deficiência?- Lembrei-me do filme “Extraordinário”… Bem, elas têm os mesmos desejos, ansiedades e direitos de qualquer menina ou menino e que, tendo oportunidade, florescem como outra criança qualquer. E já é sabido que estas crianças – quando bem recebidas na escola – desenvolvem potencial para viver plenamente, e contribuir para a vitalidade social, cultural e econômica de suas comunidades.

O que,afinal, é escola inclusiva?

Nos últimos anos, o sistema escolar se modificou e ainda se modifica para adequar-se ao modelo ou proposta inclusiva. Ou seja, aquele que acolhe a todos e favorece a diversidade, oferecendo para aqueles que encontram barreiras – seja de aprendizagem ou físicas -, ferramentas adequadas para superá-las.

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A educação é um direito de todos?  – A educação deveria ser bem orientada para que o respeito aos direitos e liberdades humanas, fossem incentivados. Certo? Mas nem sempre é o que acontece. Porém, precisamos reconhecer que em muitos casos o esforço pela inclusão escolar tem sido grande.  No entanto, sobreviver e prosperar podem ser tarefas especialmente difíceis para os alunos com deficiência. Eles enfrentam desafios adicionais, como as  inúmeras barreiras que a sociedade coloca em seus caminhos.

Muito além de preparo – As crianças com necessidades educacionais especiais exigem do profissional uma atitude específica, que vai interferir de maneira significativa no processo. Mas como já disse aqui em outros textos sobre o tema, somente se ele (profissional) quiser poderá encontrar um caminho para garantir a aprendizagem e o fortalecimento da personalidade desse aluno.

Os dados ainda assustam

Uma pesquisa domiciliar realizada em 13 países de média e baixa renda mostram que, entre 6 e 17 anos de idade, crianças com deficiência têm probabilidade significativamente menor de frequentar a escola do que seus pares sem deficiência. E à medida que é negado às crianças com deficiência o direito de acesso igualitário a escolas locais, os governos não conseguem atingir o ensino básico universal (o segundo objetivo de desenvolvimento do milênio), e os estados signatários da CDPD (Convenção Internacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência) não cumprem sua responsabilidade em relação ao Artigo 24.

Diferenças não são problemas – São oportunidades de desenvolver e ampliar a visão de mundo. A diversidade humana oportuniza a convivência a todas as crianças. É uma dádiva. Portanto, criar na escola um ambiente capacitador e inclusivo para crianças com deficiência depende, em grande parte, de professores que tenham uma compreensão clara sobre educação inclusiva e que assumam o compromisso de ensinar todas as crianças.

Anthony Lake – Unicef disse: “Em algum lugar, alguém está dizendo a um menino que ele não pode brincar porque não consegue andar; a uma menina, que ela não pode aprender porque não consegue enxergar. Esse menino merece uma oportunidade para brincar. E todos nós ganhamos quando essa menina, e todas as crianças, conseguem ler, aprender e contribuir. O caminho a percorrer será desafiador. Mas crianças não aceitam limites desnecessários e nós também não deveríamos aceitar”.

Uma volta às aulas repleta de novos amigos, professores legais, experiências criativas e muita diversidade!

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