THAIS HILAL

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Nosso bate-papo revela uma mulher focada nos seus objetivos profissionais. Thais quer levar a OÁ –  galeria que comanda há 10 anos e que está comemorando aniversário – a participar de eventos nacionais e internacionais.

Se depender de seu empenho, ela vai atingir seus objetivos muito em breve. Suas escolhas, diz Thais, passam pela provocação que a obra suscita. Mas é seu olhar e seu feeling que contam mais. Depois de uma experiência bem sucedida na área de moda, nasceu a galerista, que, não por acaso, é casada com o conceituado artista plástico Hilal Sami Hilal, cuja influência em seu trabalho, garante Thaís- divertindo-se – não passa pela curadoria.

Conheça um pouco mais sobre Thais Hilal, descubra o rico universo que a circunda e saiba como ela chegou até aqui.

A galeria,que acaba de completar 10 anos, está localizada no bairro Consolação,em Vitória

Qual o balanço que você faz dos 10 anos da OÁ Galeria?

Tenho hoje mais claro o caminho que defini para a galeria. Fui agindo de forma intuitiva desde o início. O que consigo pontuar como próprio é a liberdade que tenho em construir minha história. Não sigo nenhum modelo estabelecido. O que me estimula é a plenitude da arte, gosto de estar próxima dos processos artísticos e aprender com eles.

A galeria de hoje é a mesma idealizada uma década atrás?

Com certeza, não. Aprendi muito a cada exposição realizada, a cada projeto vivenciado.

 Quais são os maiores desafios que galeristas e marchands enfrentam para sobreviver neste competitivo mercado?

Encontrar os bons artistas que façam a diferença.

Você trafegou pelo caminho da moda antes de abrir a galeria. De que forma esta experiência a ajudou a investir no novo negócio?

O universo da arte sempre esteve presente nas criações de minhas coleções de moda, era onde me inspirava. Foi neste período que conheci artista que admiro até hoje. Como por exemplo Sean Scully, Rotko, Mira Schendel e a fotógrafa Maureen Bisilliat para citar alguns.Lembro que ao buscar um nome para a galeria vi que a arte sempre esteve lá. OÁ de Objeto Arte. Com a experiência de dirigir a OÁ Tricot por 20 anos, foi mais fácil mudar de atividade e seguir.

Como se dá a escolha dos artistas e das obras expostos na galeria?

Pela provocação que a obra me traz, pelo meu olhar, meu feeling.

Seu marido a influencia, de alguma forma, nesta curadoria?

Não, apesar de dar palpite o tempo todo (risos)

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 Para Thaís, é importante que cada pessoa tenha o seu tempo para apreciar a arte

 Obras de arte devem ser explicadas?

A falta de conhecimento não deve ser um impedimento para você entrar num museu ou galeria. Quando recebo pessoas, deixo que cada um tenha o seu tempo, cada um vê com base no seu repertório. A arte contemporânea exige um pouco de boa vontade, é importante que você esteja aberto para a experiência.

Ainda hoje existe um mito em relação ao acesso às galerias de arte, tidas como elitizadas. Como romper com este preconceito?

Desde que abri a galeria venho criando projetos com o intuito de aproximar o público da arte e quebrar este paradigma. O primeiro foi o “Sexta Básica” que reunia, arte, música, literatura e gastronomia. A ideia era envolver as pessoas nas diversas linguagens do universo da arte. Num outro momento criamos o cine de arte com curadoria de Lobo Pasolini. O mais recente foi o CÁ entre NÓS onde a galeria rompe o muro e estende seu espaço expositivo para a rua, e convida o entorno para participar na elaboração da obra de arte coletiva.

De todas as mostras realizadas na OÁ, qual delas você destacaria como a mais emblemática?

Não consigo escolher uma, fizemos várias exposições, aproximadamente 30. Cada uma com a sua importância e particularidade. Mas nosso projeto “CÁ entre NÓS revela muito da identidade que a galeria vem construindo e ganhando destaque em âmbito nacional. A galeria foi pioneira na utilização de novas ferramentas de captação de recursos, como a plataforma crowdfunding. A possibilidade do crowdfunding pôde ainda contemplar um objetivo muito caro à galeria: promover o colecionismo. As recompensas ofertadas aos colaboradores eram gravuras e pinturas produzidas por um artista da galeria, em formatos, tiragem e papeis distintos. Essa diversidade de recompensas foi pensada para atender aos diferentes perfis dos colaboradores e permitir que iniciassem suas coleções com obras de arte certificadas e com valor agregado e progressivo.

Quais são os planos para os próximos 10 anos da OÁ?

Participar de evento nacionais e internacionais com a galeria e continuar contribuindo com o fortalecimento do circuito de arte no Estado.

 

Sobre a OÁ galeria

Inaugurada em abril de 2007, a OÁ Galeria – Arte Contemporânea tem como objetivo participar na construção de um olhar sensível para a arte contemporânea, apresentando-a em suas diferentes linguagens e suportes, bem como acompanhando o desenvolvimento de jovens artistas contemporâneos, e também de artistas com carreira já consolidada no mercado de arte nacional e internacional.

Desde sua formação a OÁ Galeria tem fomentado ações como palestras, workshops, sessões de cinema e bate-papos com artistas, paralelamente às exposições que produz.

Horário de funcionamento:  Segunda a sexta, de 11 às 19 horas.

Aos sábados, com agendamento.

Endereço: rua Aprígio de Freitas, 240 A, Consolação. Vitória – ES

Informações e agendamentos: +55 27 32275443

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